...cativa-me!


Raposa
quando me sinto assim como agora...
esta ansiedade brutal, 
do que podia ser um ritual
me comporto como animal...
Eu sei, eu sou racional...
Mas a maioria do tempo não,
Me lembro dos versos bíblicos...
Me lembro da lição!

E me lembro da raposa,
a raposa do principezinho...

         “Por favor...cativa-me”!
          _eu até gostaria – disse o principezinho – mas não tenho muito tempo...tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
         _a gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. Os homens não tem mais tempo de conhecer coisa alguma...compram tudo....mas como não existem lojas de amigos, os homens não tem mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

O segredo do cativar?
A paciência!
_“Se tu vens, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz” – disse a raposa

Mas aí...
Vem a hora da partida...
E como a raposa, eu chorei...
E como disse o principezinho...
a culpa foi minha!
Eu quis que me cativasses?
Quis!
...
Ela ficou com a lembrança que a cor do trigo traria,
e ainda lhe deu um segredo...
“só se vê bem com o coração. 
O essencial é invisível aos olhos”

O tempo que deste a esta raposa a tornou cativa...
Certamente nem sabias...nem querias!
E como no “conto de fadas”
fostes embora...não te importaste...

E a raposa, que pensou passar por rosa...
o que ela ganhou...?
ela tem a noite, as flores, a natureza
para pra sempre lembrar de você,
pra sempre orar por você...!


Texto com trechos de Antoine de Saint-Exupéry

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