Abraço...


Um sachê de chá
E uma lembrança despertada...
Sabe-se lá por que...
Foi o velório mais emocionante
Mais vivo, vibrante...
Era um velório,
havia dor e tristeza
lamento e choro
mas não revolta...
Havia esperança

Oh que grande e doce esperança
Certeza, absoluta certeza
Do reencontro
Ele se foi,
como um herói!

Eram tantos que o admiravam
O motivo da partida
Os amigos
A vida

Havia cantos
Grande alegria
Como cantamos naquele dia

Ninguém esperava
Quem podia imaginar?
Os frutos que iam vingar
Verdadeira alegria
Sim, viva e nítida esperança
E por fim...

Um gesto amigo,
Tentativa de conforto
Talvez nem percebido,
outrora esquecido...
Retomado nesta lembrança
Aquele único e singelo
Abraço
...

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